As Hit Queens, novas campeãs do mundo de Fitboxing

A Caja Mágica vestiu-se a rigor para aquele que é um dos eventos mais esperados do panorama desportivo não profissional. O campeonato do mundo de Fitboxing, ou boxe sem contacto, que se disputou no habitual court onde Rafa Nadal, Carlos Alcaraz ou Novak Djokovic disputam os seus jogos de ténis em Madrid.

Ali, as Hit Queens conseguiram proclamar-se as novas donas do trono internacional, ao impor-se a outras 63 equipas chegadas de até quatro países diferentes. No seu caso, com sede de treino no bairro madrileno de Las Tablas, Karla, Pilar, Onelia, Marta, Roxana e David, o seu treinador, impuseram-se às 64 equipas da Argentina, Portugal, Itália e Espanha que se deslocaram à Caja Mágica para viver uma jornada única.

Uma edição de recorde

A dos Fitboxing World Games, que neste 3 de junho bateu todos os recordes de edições passadas ao reunir cerca de 2.000 adeptos nas bancadas e mais de 25.000 na transmissão em streaming. Tudo isto depois de ter arrancado a competição, em janeiro, com 1.720 participantes a competir em 43 torneios de qualificação realizados em diferentes cantos do mundo.

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Sinais de que o Fitboxing continua a crescer como disciplina desportiva da moda no panorama internacional. Tanto na sua versão de competição, como nas sessões de treino aptas para todo o tipo de públicos, sem distinção de idade nem sexo.

Um campeonato com cariz solidário

O título de Campeão do Mundo de Fitboxing é avalizado pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC) e dotado de um prémio de 10.000 dólares a doar à causa escolhida pelos vencedores. Nesta ocasião, as Hit Queens decidiram doar o prémio à Associação Infantil Oncológica de Madrid (Asion). “Fazemo-lo para ajudar todas as crianças que sofrem de cancro, pois é uma doença tremendamente injusta”, assinalaram as Hit Queens, explicando o motivo da sua escolha.

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É que, se algo distingue o Fitboxing, é este claro cariz solidário que o acompanha sempre nas suas sessões e campeonatos, assim como o ambiente festivo que envolve esta disciplina. Com uma categoria única mista, os seus participantes destacam sempre o espírito desportivo que se vive entre os sacos, rodeados da música e das luzes que envolvem os movimentos a realizar.

Claro crescimento internacional

O título fica de novo em Espanha — as seis edições realizadas foram ganhas por equipas espanholas —, mas mais cedo ou mais tarde a coroa mundial viajará para um novo país.

Enquanto Portugal conseguiu o lugar de oitava melhor equipa do mundo, a Argentina levou a Madrid uma das equipas revelação da competição e a Itália continuou a demonstrar que o seu nível melhora a cada ano. A Alemanha e a França já confirmaram a sua participação para a edição 2024 de uma competição que a cada ano eleva mais o nível das suas equipas.

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